Eu costumava acordar ao som de sapatilhas de ponta a bater no chão do marley. Agora? São galinhas a gritar porque os gémeos deixaram-nas sair. Outra vez.

Se me dissessem há cinco anos que eu trocaria collants de seda por macacões e Manhattan por um vale de montanha com Wi-Fi questionável, eu teria rido no meio do pas de bourr.
tinha acabado de terminar a minha última temporada com a empresa. Uma carreira que a maioria dos bailarinos apenas sonha-ovações de pé, centro do palco, o meu nome impresso em programas de veludo. Mas quando a minha terceira gravidez coincidiu com uma digressão nacional, algo mudou.
Comecei a desejar quietude. Solo. Lentidão. E uma versão da maternidade que não envolvia FaceTime de quartos de hotel.
Meu marido e eu fizemos uma» pequena pausa » em Idaho para reavaliar as coisas. Nunca mais voltámos.
Agora temos oito filhos. Uma pequena quinta. Quatro cabras leiteiras, um burro teimoso e mais roupa suja do que consigo processar sem chorar. Eu ensino em casa entre as mamadas e as rotações do cochilo. Minhas pernas ainda doem-mas é de ajoelhar-se em canteiros de jardim em vez de pli9s.
E sim, às vezes sinto falta do palco. O silêncio da multidão. A inspiração aguda antes do primeiro movimento. Mas o caos aqui? O riso? Os pequenos-almoços descalços no alpendre?
É um tipo diferente de desempenho.
Só que na semana passada recebi uma chamada. Da minha antiga empresa.
É um tipo diferente de desempenho.
Só que na semana passada recebi uma chamada. Da minha antiga empresa.







